O Banco Central confirmou, na noite desta quarta-feira, 5, um novo corte na taxa básica de juros, a Selic. A redução levou o índice de 14,25% para 14% ao ano, depois de ter iniciado 2026 em 15%. O movimento ocorre em meio a pressões inflacionárias globais, agravadas pelo conflito entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, que têm limitado cortes de juros em diversas economias.
Apesar da queda, o Brasil segue entre as taxas mais elevadas do mundo. Segundo levantamento do economista Jason Vieira, coordenador do portal Moneyou, o país subiu da quarta para a terceira posição no ranking das maiores taxas de juros entre as 40 maiores economias. Isso porque a Rússia, que antes liderava com 14,75% contra 14,5% do Brasil, agora registra o mesmo percentual da Selic, ambos em 14%.
Somente dois países possuem juros superiores aos brasileiros e russos: Argentina, com taxa de 29%, e Turquia, que após um período de interferência governamental no banco central, reduziu sua taxa para 37%. A lista completa, que inclui países como México, África do Sul e outros, mostra que poucas nações têm conseguido reduzir seus juros neste cenário de instabilidade.
O Brasil, no entanto, segue em posição desconfortável, com custo de crédito elevado, o que impacta investimentos e consumo. A tendência de queda gradual ainda depende de fatores como inflação, câmbio e riscos externos.
Fonte: Veja


























