PARALISAÇÃOConfrontos entre polícia e manifestantes marcam greve geral em Portugal

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A greve geral realizada em Portugal nesta quarta-feira terminou com cenas de violência na capital Lisboa. A Polícia de Segurança Pública (PSP) usou cassetetes para dispersar os manifestantes que se concentravam em frente ao Parlamento.

Os confrontos começaram no início da noite, quando a polícia tentou afastar os protestantes do local. Em resposta, os manifestantes atiraram garrafas e incendiaram contentores de lixo. Vários participantes foram derrubados e imobilizados pelos agentes.

As autoridades detiveram algumas pessoas e removeram o protesto à força da área próxima ao edifício legislativo. As imagens do confronto mostram um cenário de tensão e agressividade de ambos os lados.

O governo da Aliança Democrática (AD), de centro-direita, aprovou em maio uma proposta de reforma do Código do Trabalho. O texto ainda precisa ser votado no Parlamento, o que gerou forte reação dos sindicatos e trabalhadores.

Entre as medidas mais contestadas estão a possibilidade de recusa à reintegração após demissão irregular, a extensão dos contratos temporários de dois para três anos e o fim das restrições ao trabalho terceirizado, que permitiria contratações sem vínculo empregatício.

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A reforma afeta especialmente os imigrantes brasileiros, que constituem o maior grupo estrangeiro no país. Cerca de 700 mil brasileiros vivem em Portugal e são a principal força de trabalho imigrante, com elevado número de contribuições à seguridade social.

O projeto segue para o Parlamento sem consenso. O primeiro-ministro Luís Montenegro negocia com o partido de ultradireita Chega para obter apoio à medida. O Partido Socialista, de centro-esquerda, também foi consultado, mas seu secretário-geral, José Luís Carneiro, classificou a proposta como desumana.

A reforma trabalhista não estava prevista no programa eleitoral de Montenegro, o que surpreendeu observadores políticos. O presidente da República, António José Seguro, do PS, declarou esperar aprovação com unidade, mas afirmou que vetará o texto se não houver consenso parlamentar e social.

Fonte: O GLOBO

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