A cota de importação de carne bovina da China para 2026 está perto de ser preenchida. Segundo levantamento da Terra Investimentos, até 30 de junho, 94,5% do limite anual deve estar comprometido.
Os números consideram o volume já desembarcado na China mais as cargas embarcadas pelo Brasil que estão a caminho. Com isso, restam cerca de 60,3 mil toneladas dentro da cota.
A China estabeleceu para este ano uma cota de importação de 1,106 milhão de toneladas de carne bovina. Até maio, dados da Administração Geral das Alfândegas da China (GACC) indicam que 723,8 mil toneladas já passaram pela alfândega, equivalentes a 65,4% do total anual.
Além do volume registrado pela GACC, a Terra Investimentos incluiu no cálculo os embarques brasileiros monitorados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Os dados mostram que 153,9 mil toneladas exportadas em maio devem chegar à China entre junho e julho. Outras 168 mil toneladas projetadas para junho têm previsão de desembarque entre julho e agosto.
Somando o volume já internalizado e o chamado “pipeline” logístico conhecido entre maio e junho, o total comprometido chega a 1,045 milhão de toneladas, aproximadamente 94,5% da cota anual.
Geraldo Isoldi, da Mesa Agro da Terra Investimentos, analisa que o ritmo dos embarques indica que o limite disponível pode se esgotar rapidamente. “Na nossa projeção, estaremos com 94,5% da cota preenchida até o dia 30 de junho”, afirma.
O estudo estima que o esgotamento da cota nos portos brasileiros ocorra entre 12 e 14 de julho. Considerando o intervalo médio de 45 dias entre o embarque no Brasil e a chegada aos portos chineses, esse fluxo corresponderia a desembarques no país asiático entre o fim de agosto e o início de setembro.
A eventual saturação da cota é monitorada de perto pelo mercado global de proteínas. Importações realizadas após o preenchimento do limite ficam sujeitas a tarifas adicionais, o que pode influenciar decisões de compra de importadores chineses e estratégias comerciais de frigoríficos exportadores nos próximos meses.
A Terra Investimentos ressalta que o acompanhamento dos embarques de julho e agosto será decisivo para confirmar o momento exato do preenchimento da cota e os possíveis impactos sobre o fluxo comercial entre Brasil e China.
Fonte: CNN Brasil























