ECONOMIADívida bruta do governo sobe a 81,1% do PIB em maio, maior nível desde 2020

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A dívida bruta do governo geral brasileiro atingiu 81,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em maio, o equivalente a R$ 10,6 trilhões. O índice representa um aumento de 0,9 ponto percentual em relação ao mês anterior, segundo o Boletim de Estatísticas Fiscais divulgado pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira, 30 de junho.

No mesmo período, o déficit primário do setor público consolidado – que inclui governo central, estados, municípios e empresas estatais – foi de R$ 56,1 bilhões. Esse valor é superior ao déficit de R$ 33,7 bilhões registrado em maio do ano passado.

O governo central apresentou rombo de R$ 55,2 bilhões, enquanto os governos regionais (estados e municípios) tiveram déficit de R$ 1,2 bilhão. Já as empresas estatais contribuíram com superávit de R$ 300 milhões.

No acumulado de doze meses até maio, o déficit primário do setor público chegou a R$ 149 bilhões, equivalente a 1,14% do PIB. O percentual superou em 0,16 ponto percentual o resultado registrado até abril.

A dívida bruta do governo geral (DBGG) abrange as obrigações do governo federal, dos estados, dos municípios e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O avanço no indicador em maio foi influenciado pelos juros nominais apropriados, pela emissão líquida de novos títulos, pela valorização cambial e pela variação do PIB nominal.

Já a dívida líquida do setor público (DLSP) – que desconta ativos como reservas internacionais e aplicações financeiras – subiu para 67,9% do PIB, ou R$ 8,6 trilhões. O crescimento foi de 0,7 ponto percentual no mês, puxado pelos juros, pela valorização cambial, pelo déficit primário e por ajustes na dívida externa líquida.

Fonte: Metrópoles

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