A 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na manhã desta quarta-feira (18), tem como um de seus alvos o senador Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado. As investigações apontam que o parlamentar teria defendido os interesses do Banco Master em troca de vantagens indevidas, incluindo um apartamento de luxo em Salvador, avaliado em R$ 2,5 milhões, e repasses a empresas de familiares.
De acordo com as apurações, Wagner intermediou negócios milionários entre o Banco Master e pessoas ligadas ao PT, como os ex-ministros Guido Mantega e Ricardo Lewandowski. O portal Metrópoles já havia noticiado as conexões entre o senador e a instituição financeira.
Uma das principais acusações envolve o apoio de Wagner a um projeto de lei que propunha aumentar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. A proposta, segundo os investigadores, foi redigida por funcionários do Banco Master e apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), sem qualquer alteração. Em mensagens obtidas pela operação, o banqueiro Vorcaro afirmou que o projeto “saiu exatamente como mandei”.
Os autores do projeto teriam dito que a mudança poderia “sextuplicar” a atuação do Master e causar uma “hecatombe” no sistema financeiro. Dias antes da operação, Wagner subiu à tribuna do Senado para criticar a imprensa por questionar suas ligações com o banco, desafiando qualquer um a provar a relação. Ele também anunciou que processará a revista Veja, que recentemente publicou reportagem sobre os negócios de Vorcaro com membros do PT na Bahia. “É uma guerra de narrativas”, discursou.
Fonte: Brasil Paralelo Notícias






















