TRABALHO FORÇADOEUA anunciam nova tarifa de até 12,5% que pode atingir o Brasil

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Os Estados Unidos revelarão nesta quinta-feira (23/7) uma nova rodada de tarifas que deve impactar aproximadamente 60 nações, entre elas o Brasil. A confirmação partiu da porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, durante entrevista coletiva.

Essa medida substituirá a taxa temporária de 10% imposta pela administração de Donald Trump no início de 2026, que expira na sexta-feira (24/7). O anúncio oficial será feito pelo representante comercial dos EUA, Jamieson Greer.

As novas tarifas baseiam-se em uma investigação sobre trabalho forçado nas cadeias produtivas de mais de 60 países. A alíquota prevista é de 12,5%, que pode ser adicionada aos 25% já aplicados exclusivamente ao Brasil, totalizando até 37,5% em alguns setores.

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluiu a apuração sobre exploração de trabalho forçado, iniciada em março com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. A investigação analisou a legislação dos países-alvo para identificar ferramentas de combate ao trabalho forçado.

Para nações que já proíbem a importação de produtos oriundos de trabalho forçado ou que se comprometeram a adotar tal proibição por meio de acordos recíprocos, foi proposta uma taxa de 10%. Já para os demais, incluindo o Brasil, a alíquota sugerida é de 12,5%.

Na última quarta-feira (22/7), entrou em vigor uma sobretaxa de 25% sobre parte das exportações brasileiras, após investigação similar. A medida, autorizada por Trump, atinge setores como comércio digital, etanol, desmatamento e políticas relacionadas ao Pix.

Contudo, mais de 2,1 mil produtos brasileiros ficaram de fora da sobretaxa para evitar danos à economia americana e rupturas em cadeias de suprimentos. Entre as exceções estão carne bovina, café, laranja, suco de laranja, petróleo e aeronaves civis.

A tarifa de 25% é cumulativa às alíquotas já existentes. Na prática, um produto que paga 5% de imposto passará a recolher 30% para entrar nos EUA.

A nova taxa de 12,5% é considerada certa pelo Palácio do Planalto e, diferentemente do tarifaço anterior, não deve vir acompanhada de lista de exceções. A medida é vista como substituta da taxa global de 10%, que foi temporária e termina em 24/7.

O governo Trump justifica as tarifas com base em práticas comerciais desleais e falta de combate ao trabalho forçado. A decisão final sobre a implementação da taxa de 12,5% será anunciada após a divulgação oficial nesta quinta-feira.

Fonte: Metrópoles

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