AGROPECUÁRIAExportações de carne bovina disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio

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As vendas externas de carne bovina brasileira continuam em forte ritmo de expansão neste ano. Em maio, o país exportou 297 mil toneladas do produto, volume que representa uma elevação de 17,8% na comparação com o mesmo mês de 2025. Esse desempenho reafirma a relevância do Brasil no mercado global da proteína e mantém a trajetória ascendente observada desde o início do ano.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, organizados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, indicam que a receita gerada pelas exportações chegou a US$ 1,83 bilhão em maio. Esse montante representa um acréscimo de 6,5% em relação ao mês anterior.

Além do crescimento dos embarques, o setor foi favorecido pela valorização do produto no cenário internacional. O valor médio da tonelada de carne bovina exportada atingiu US$ 6.163, uma alta de 3,5% quando comparado a abril.

A China continua a ser o principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua fatia nas compras externas e impulsionando o avanço das exportações nacionais. Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas do produto, movimentando US$ 1,06 bilhão. Esse volume representa um crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e equivale a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.

O avanço das aquisições chinesas acontece em um contexto de antecipação de embarques por parte dos compradores, devido à implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo da China para o setor de carne bovina.

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Os Estados Unidos mantiveram a segunda posição entre os mercados compradores em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando uma receita de US$ 195,6 milhões. Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a sustentação da demanda mesmo em um ambiente de maior concorrência global.

Entre os demais grandes compradores, destacaram-se a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas; o Chile, com 8,5 mil toneladas; e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.

A carne bovina in natura continua a ser o principal item exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras. O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua importância para a balança comercial do agronegócio.

No acumulado dos primeiros cinco meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, um crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025. A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.

O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.

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A China lidera o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026. Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.

Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional. Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.

Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses. A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

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