O Brasil registrou aumento significativo nas exportações de minérios no primeiro semestre de 2026. O minério de ferro gerou US$ 13,4 bilhões em receita, crescimento de 5,2% frente ao mesmo período do ano anterior. Já as vendas de cobre e seus concentrados dispararam 84%, alcançando US$ 3,87 bilhões.
Os dados foram compilados pela CNN Infra com base em informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O volume exportado de minério de ferro totalizou 189,4 milhões de toneladas, alta de 2,4% ante as 184,9 milhões registradas no primeiro semestre de 2025.
A análise considera dois tipos de produto: minério de ferro não aglomerado, que representa a maior parte da pauta, e o aglomerado, como pelotas, sínteres e briquetes. No segmento não aglomerado, a receita subiu de US$ 11,46 bilhões para US$ 11,85 bilhões, avanço de 3,4%, enquanto o volume passou de 173,4 milhões para 175,3 milhões de toneladas.
Já as exportações de minério aglomerado tiveram crescimento mais intenso. O valor saltou de US$ 1,31 bilhão para US$ 1,58 bilhão (alta de 20,5%), e os volumes embarcados cresceram 22,6%, de 11,5 milhões para 14,1 milhões de toneladas.
O desempenho do minério de ferro foi impulsionado tanto pelo aumento dos volumes quanto pela melhora nos preços médios, especialmente no segmento não aglomerado, que concentra a maior parte das exportações brasileiras do setor.
A China manteve-se como principal compradora. Nas vendas de minério não aglomerado, os chineses adquiriram US$ 9,15 bilhões no semestre, contra US$ 8,37 bilhões do primeiro semestre de 2025 — crescimento de 9,3%. O país asiático respondeu por cerca de 77% das exportações brasileiras desse produto, evidenciando a forte dependência da demanda da indústria siderúrgica chinesa.
Outros destinos relevantes foram Malásia e Japão. As vendas para a Malásia recuaram de US$ 575,7 milhões para US$ 466,9 milhões. Já os embarques para o Japão subiram de US$ 323,3 milhões para US$ 376,3 milhões.
No caso do cobre, o crescimento foi notável tanto em receita quanto em volume. As exportações atingiram US$ 3,87 bilhões, ante US$ 2,10 bilhões em igual período de 2025. O volume embarcado passou de 652 mil toneladas para 848,5 mil toneladas, avanço de 30,1%. A receita cresceu mais que o volume, indicando aumento no valor médio do produto exportado.
A pauta do cobre mostrou-se mais diversificada geograficamente. A Alemanha liderou as compras, com US$ 865,1 milhões, mais que o dobro dos US$ 389,4 milhões do primeiro semestre de 2025. A China veio em segundo lugar, com US$ 712,2 milhões.
Houve ainda crescimento expressivo nas vendas para Polônia, Suécia e Índia. As exportações para a Índia saltaram de US$ 50,1 milhões para US$ 376,4 milhões, movimento que reforça a diversificação dos destinos para minerais ligados a cadeias industriais e à transição energética.
O bom desempenho do cobre reflete a demanda global crescente pelo metal, essencial para a eletrificação. Ele é utilizado em redes de transmissão, cabos, motores, veículos elétricos, turbinas eólicas, painéis solares e sistemas de armazenamento de energia. Com a transição energética e a expansão da infraestrutura elétrica em grandes economias, países produtores como o Brasil ganham relevância no fornecimento do insumo.
Fonte: CNN Brasil
























