DESOVAFacção usava jacarés para intimidar rivais no Rio, diz polícia

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Agentes da Polícia Civil localizaram um criadouro de jacarés durante uma operação contra o Terceiro Comando Puro (TCP) em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. De acordo com os investigadores, os animais eram utilizados como forma de ameaça e intimidação contra facções rivais.

Os répteis estavam armazenados em um tanque de água instalado no interior de uma residência em construção. O Corpo de Bombeiros foi acionado e fez a remoção dos animais com o auxílio de gaiolas apropriadas para transporte. Os jacarés serão devolvidos ao habitat natural na região do Rio Sarapuí.

A ação faz parte de uma operação mais ampla que cumpriu 32 mandados de prisão, sendo 13 deles contra pessoas que já estavam recolhidas no sistema prisional. Ao todo, seis integrantes da facção foram detidos, entre os quais Patrick Melo, apontado como líder do tráfico na área.

Patrick Melo tentou destruir o aparelho celular e se esconder dos policiais, mas acabou capturado em sua residência. Os agentes conseguiram recuperar o celular, que ainda estava em funcionamento.

Um vídeo que circulou nas redes sociais após a operação mostra um jacaré dentro de uma caixa d’água supostamente devorando restos humanos. A gravação foi atribuída ao Comando Vermelho, mas sua veracidade não foi confirmada. A polícia investiga se os animais eram usados como instrumentos de tortura e para eliminar vestígios de crimes.

Esta não é a primeira vez que a polícia fluminense encontra jacarés ligados ao tráfico. Em julho, um filhote de jacaré foi apreendido na comunidade do Mandela, em Manguinhos, área dominada pelo Comando Vermelho. O animal era mantido como mascote e também servia para assustar moradores e rivais.

Na ocasião, os policiais também apreenderam coletes, botas e uniformes semelhantes aos usados por forças de segurança. Em 2015, outro jacaré foi encontrado, pertencente ao traficante conhecido como Motoboy. O delegado Delmir da Silva Gouvea, responsável pela operação no Complexo da Maré, afirmou que o réptil era usado para aterrorizar adversários.

A ocorrência de animais sendo empregados como ferramentas de intimidação reflete o nível de violência no Rio de Janeiro, onde até répteis se tornam símbolos de poder e ameaça no crime organizado.

Fonte: Brasil Paralelo Notícias

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