O governo federal anuncia nesta terça-feira, 1º de julho, o Plano Safra 2026/27, principal programa de crédito para o setor agropecuário brasileiro. A cerimônia ocorre no Palácio do Planalto, sob o comando do presidente em exercício, Geraldo Alckmin.
Pela primeira vez desde o retorno ao poder, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não comparece ao lançamento. Ele está em Assunção, no Paraguai, participando da Cúpula do Mercosul, viagem oficial que o impede de estar em Brasília no momento do evento.
O Plano Safra 2026/27 prevê R$ 525,1 bilhões em financiamentos destinados à agricultura empresarial, categoria que engloba médios e grandes produtores rurais. Esse montante representa um acréscimo de R$ 9 bilhões em relação ao orçamento do ciclo anterior.
Desse total, R$ 384,9 bilhões serão alocados para custeio e comercialização, abrangendo aquisição de insumos, manejo das lavouras e manutenção dos rebanhos. Já os investimentos, que somam R$ 140,2 bilhões, cobrem áreas como modernização produtiva, armazenagem, irrigação, inovação tecnológica e renovação de máquinas e equipamentos.
Uma das principais inovações do programa é a redução das taxas de juros nas linhas de crédito rural com recursos controlados. No âmbito do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), serão disponibilizados R$ 72,6 bilhões, com taxa máxima de juros fixada em 9% ao ano.
Produtores que possuam Cadastro Ambiental Rural (CAR) regular e adotem práticas sustentáveis poderão obter um desconto de até um ponto percentual nas taxas de juros. O governo também mantém ênfase em instrumentos de gestão de risco, como o seguro rural e o Proagro, além de incentivos à energia renovável e à ampliação da capacidade de armazenagem no campo.
Fonte: O GLOBO
























