GOLPEHomem que fingiu câncer terminal para furtar namorada é condenado em SP

publicidade

A Justiça de São José dos Campos, no interior paulista, condenou um homem a três anos e quatro meses de prisão, em regime inicial semiaberto, pelos crimes de estelionato e furto qualificado. Ele foi acusado de simular um câncer terminal para enganar a namorada e obter vantagens financeiras. Além da pena, o réu terá que pagar R$ 27,5 mil à vítima como reparação pelos valores subtraídos.

Segundo a sentença, emitida pela juíza Roberta Layaun Chiappeta de Moraes Barros, do Tribunal de Justiça de São Paulo, o caso começou em 2021, quando o homem conheceu a vítima por um aplicativo de relacionamento. Após 45 dias de conversas virtuais, os dois se encontraram pessoalmente na cidade.

Durante o relacionamento, o acusado afirmava ser proprietário de uma fábrica de copos que atendia grandes empresas do ramo alimentício. Ele também dizia que sua suposta fortuna seria deixada para a namorada após sua morte. Para dar credibilidade à farsa, o criminoso usava ataduras falsas, simulava vômito com corante vermelho e mostrava fotos com cateter nasal.

O primeiro pedido de dinheiro ocorreu quando ele chegou a São José dos Campos. Alegando problemas no sistema de pagamento instantâneo, solicitou à vítima R$ 5 mil para cobrir despesas de hospedagem. Além disso, forneceu um número de WhatsApp que seria do médico responsável pelo seu tratamento. Investigações posteriores revelaram que o contato pertencia ao próprio acusado.

O falso profissional de saúde orientou a mulher a não deixar o réu sozinho, temendo que ele morresse isolado. Diante disso, a vítima permitiu que o companheiro se mudasse para sua residência. Na casa, ele acessou o celular dela sem autorização e contratou dois empréstimos em seu nome: um de R$ 4.337,88 e outro de R$ 18.128,09. Após a descoberta da fraude, o homem confessou o esquema à namorada e aos familiares dela.

Na decisão, a magistrada destacou que o réu usou “artifícios emocionais cruéis”, que deixaram a vítima em estado de extrema vulnerabilidade psicológica, pois ela acreditava estar cuidando de alguém com doença terminal. A juíza também ressaltou que o criminoso submeteu a mulher a decepção e humilhação.

Fonte: Metrópoles

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe

publicidade