TERREMOTOJapão enfrenta devastação após terremoto de 7,1

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Um forte terremoto de magnitude 7,1 atingiu o sul do Japão nesta semana, deixando um rastro de destruição que inclui a morte de ao menos 14 pessoas e danos severos a construções históricas.

Na cidade de Yatsushiro, o salão principal do Santuário Yatsushiro, erguido em 1883, desabou completamente, atraindo moradores curiosos para observar os escombros.

Especialistas começaram a avaliar a extensão dos danos em templos da região, enquanto equipes de limpeza trabalhavam para remover os destroços.

O perito Michishu Nakatsu explicou que muitos templos, por serem de madeira, são particularmente vulneráveis a tremores, e que portões e campanários foram os mais afetados.

Nakatsu afirmou que, dada a magnitude dos danos, é provável que as estruturas sejam consideradas perda total, com poucas chances de restauração.

Além dos templos, um shopping center foi palco de uma explosão após o terremoto, onde cerca de 2.700 pessoas trabalhavam em quase 200 lojas.

A administração do shopping informou que quatro funcionários continuam desaparecidos, e as autoridades investigam as causas da explosão.

Uma fábrica de papel na região também foi severamente danificada, com várias pessoas ainda desaparecidas entre os escombros.

Mais de 46 mil residências ficaram sem energia elétrica, e todos os serviços de trem e voos na província foram suspensos.

A primeira-ministra Sanae Takaichi destacou a urgência das operações de resgate, afirmando que cada segundo é crucial para salvar vidas soterradas.

Equipes de bombeiros, policiais e cerca de 170 militares concentraram esforços em áreas onde pedidos de socorro foram recebidos, com mais de 4.500 soldados mobilizados na região.

Na província, que já havia sofrido um terremoto mortal há uma década, aproximadamente 260 mil pessoas foram orientadas a evacuar para centros de retirada.

A polícia registrou 386 chamadas de emergência após o tremor, incluindo relatos de prédios desabados e pessoas precisando de resgate.

O epicentro foi localizado a cerca de 20 km ao sul de Kumamoto, cidade com 700 mil habitantes, e mais de 100 réplicas foram sentidas até a quarta-feira.

Em Yatsushiro, uma das áreas mais castigadas, telhados foram danificados, prédios ruíram, e estradas apresentaram rachaduras e deformações, com muitos comércios fechados.

Parte de uma ponte sobre o rio Kumagawa desabou, atraindo moradores curiosos para o local.

O morador Masahiro Miyamoto, de 40 anos, contou que estava dirigindo quando o terremoto ocorreu e viu postes e prédios caírem, voltando para casa para ajudar na limpeza.

As autoridades alertaram para a possibilidade de novos tremores fortes na próxima semana e para o risco de deslizamentos de terra.

Na escala sísmica japonesa, o tremor de terça-feira atingiu o nível máximo 7 em algumas áreas.

Com mais de 36 mil casas sem eletricidade e outras sem água, há preocupação com doenças relacionadas ao calor, já que as temperaturas chegaram a 34°C.

Um hospital em Uki, próximo ao epicentro, ficou sem energia e passou a operar como hospital de campanha, enquanto outro suspendeu novas admissões após receber 86 feridos, três em estado grave.

Passageiros de trens de alta velocidade também ficaram feridos, e os serviços foram suspensos imediatamente após o tremor.

Grandes empresas como Renesas Electronics, Sony, Tokyo Electron e Honda paralisaram suas fábricas na região, e a Toyota suspendeu atividades em três unidades fora de Kumamoto até sexta-feira.

A TSMC retirou funcionários de sua fábrica local como precaução, mas retomou operações no final de terça-feira.

O Japão, situado no Círculo de Fogo do Pacífico, é responsável por cerca de 20% dos terremotos de magnitude 6 ou superior no mundo.

Há dez anos, um terremoto devastador em Kumamoto matou 275 pessoas e feriu 2.739, além de danificar milhares de edifícios, incluindo o castelo da cidade.

O castelo, um dos principais pontos turísticos, foi novamente danificado no tremor de terça-feira, junto com santuários de telhado pesado e uma casa de chá do século XVII que desabaram parcialmente.

Fonte: CNN Brasil

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