A obra cinematográfica intitulada ‘Dark Horse’, que aborda a trajetória de Jair Bolsonaro, teve sua estreia oficial na noite de segunda-feira, 15, durante o Fraud-Fighter Summit, uma conferência de cunho conservador realizada nos Estados Unidos. O evento, cujo nome pode ser traduzido como ‘Cúpula de Combate à Fraude’, marcou o primeiro contato do público com a produção, que já gerava controvérsias no Brasil muito antes de sua exibição.
O filme, estrelado pelo ator Jim Caviezel, encontra-se no centro de um debate envolvendo suas fontes de financiamento. Os recursos para a produção foram fornecidos pelo banqueiro Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master e figura central na maior investigação de escândalo bancário já registrada no país. A origem do dinheiro levantou questionamentos sobre possíveis irregularidades.
Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal e filho do ex-presidente, marcou presença na exibição e participou de um debate realizado após a sessão. Durante sua fala, ele caracterizou o longa como uma peça essencial em uma batalha cultural mais ampla. Para ele, a produção representa um incômodo significativo para setores da esquerda política.
Eduardo declarou que ‘Dark Horse’ se tornará um verdadeiro pesadelo para a esquerda, destacando seu entusiasmo com a guerra cultural em curso. Ele também explicou a decisão de gravar o filme em inglês, afirmando que o objetivo é garantir que a história de Bolsonaro alcance audiências internacionais, evitando bloqueios que poderiam ocorrer se a produção fosse realizada exclusivamente em português.
Segundo o ex-deputado, a escolha do idioma foi deliberada, pois produções feitas no Brasil podem ser facilmente censuradas. Ele mencionou ainda que a intenção é transformar o filme em um sucesso global. Em relação às tentativas de obstrução política, Eduardo citou uma ação movida pelo Partido dos Trabalhadores na Justiça Eleitoral para impedir a exibição do longa no Brasil antes das eleições de 2026.
O pedido do PT, partido do atual presidente, foi rejeitado pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques. Eduardo, no entanto, evitou comentar o envolvimento de Daniel Vorcaro no financiamento da obra. O diretor Cyrus Nowrasteh também expressou sua visão sobre o impacto político do filme, sugerindo que ele pode influenciar o cenário eleitoral brasileiro.
Nowrasteh afirmou esperar que a produção seja assistida no Brasil e contribua para a candidatura de Flávio Bolsonaro em uma eventual disputa presidencial. Para ele, o público brasileiro reconhecerá sua própria história recente no filme, o que poderia levar Flávio ao poder como próximo presidente. Jim Caviezel, por sua vez, adiantou que a estreia oficial está programada para 11 de setembro de 2026.
A controvérsia em torno do financiamento ganhou força após uma reportagem do The Intercept, que divulgou conversas entre Vorcaro e Flávio Bolsonaro. Nos áudios, Flávio cobrava o pagamento acordado para o filme, tratando o banqueiro de maneira cordial. De acordo com as publicações, pelo menos US$ 10,6 milhões (cerca de R$ 60 milhões na cotação da época) foram repassados entre fevereiro e maio de 2025.
Flávio Bolsonaro nega qualquer irregularidade, argumentando que os recursos eram de origem privada e destinados a um projeto igualmente privado, sem uso de incentivos fiscais como a Lei Rouanet. Ele afirmou que sua relação com Vorcaro limitou-se exclusivamente ao filme, caracterizando a transação como um investimento privado que renderia retorno ao investidor. O caso continua gerando debates sobre ética e legalidade no financiamento de produções culturais.
Fonte: Brasil Paralelo Notícias






















