As cotações do ouro subiram nesta quinta-feira (2) na bolsa de Nova York, impulsionadas pela divulgação de números decepcionantes do mercado de trabalho dos Estados Unidos. O relatório payroll, que veio abaixo do esperado, levou investidores a recalibrarem as expectativas para a política monetária do Federal Reserve (Fed), enfraquecendo o dólar e os rendimentos dos títulos do tesouro americano, fatores que tradicionalmente favorecem o metal.
Na Comex, divisão de metais da Nymex, o contrato do ouro com vencimento em agosto avançou 1,1%, fechando a US$ 4.125,7 por onça-troy. Já a prata para julho teve alta de 0,93%, cotada a US$ 60,643 por onça-troy. O movimento ocorreu após uma abertura negativa: o ouro operava em queda pela manhã, mas inverteu o sinal logo após a publicação do payroll, que mostrou criação de vagas em ritmo muito inferior ao previsto pelos analistas.
Os dados do mercado de trabalho reduziram as apostas de um novo aumento nos juros americanos na reunião de setembro do Fed. Embora a maioria dos agentes financeiros ainda espere um aperto monetário até o fim de 2024, a probabilidade diminuiu sensivelmente. Para a corretora Monaxa, o cenário dá aos investidores motivos para acreditar que o Fed pode manter as taxas inalteradas ou até mesmo considerar cortes, caso o mercado de trabalho continue a perder força.
O banco MUFG avalia que o ouro pode se sustentar e até ampliar os ganhos no curto prazo, se as expectativas de aperto continuarem recuando. No entanto, a inflação persistente e a resiliência da economia americana, segundo a instituição, “provavelmente limitam o potencial de alta” do metal precioso, mantendo o cenário incerto para os próximos meses.
No campo geopolítico, o mercado acompanha com atenção os avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã. Paralelamente, a Rússia lançou uma nova ofensiva contra a Ucrânia durante a madrugada, o que adiciona volatilidade ao ambiente de investimentos e pode influenciar a demanda por ativos de segurança.
Fonte: CNN Brasil






















