A Prefeitura de Criciúma promoveu a revisão do Plano Municipal de Contingência (Plancon), instrumento que define procedimentos rígidos para enfrentar situações de emergência, como desastres naturais e ocorrências de grande porte. O objetivo central é assegurar agilidade na mobilização, defender a população, reduzir prejuízos e retomar rapidamente os serviços públicos essenciais.
O Plancon foi organizado pela Defesa Civil em conjunto com o Gabinete de Gestão Integrada do Município (GGIM). Diante da previsão de eventos climáticos intensos nos próximos meses, influenciados pelo fenômeno El Niño, o plano uniformizou as rotinas de monitoramento, emissão de alertas, socorro, assistência humanitária e recuperação de áreas afetadas, garantindo uma administração de crises eficiente e articulada.
“A atualização do Plano de Contingência fortalece a união das nossas forças de segurança e assistência, preparando Criciúma para reagir de maneira instantânea e preservar a vida dos cidadãos em situações adversas”, afirmou o prefeito Vagner Espindola.
Os principais riscos identificados no plano levam em conta as características geográficas do município, que possui relevo irregular e está situado entre duas importantes bacias hidrográficas: a do Rio Urussanga e a do Rio Araranguá.
Conforme o diretor da Defesa Civil de Criciúma, Fred Gomes, o levantamento foi feito em parceria com o Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). “Para cada perigo mapeado, existem procedimentos e respostas-padrão previstos no Plano de Contingência”, explicou.
A administração municipal também investe em medidas preventivas, como o monitoramento permanente do nível dos rios, além de obras de desassoreamento e limpeza das margens.
“Atuamos de maneira intensa na chamada ‘fase pré-evento’, realizando o acompanhamento meteorológico contínuo por meio do Centro de Controle e Operação (CCO). Quando o plano é acionado, as forças de segurança são mobilizadas imediatamente, e o Posto de Comando é instalado em cerca de duas horas”, destacou Gomes.
Na prática, quando o Plancon é ativado, define-se uma hierarquia de Comando Unificado, liderada pelo prefeito e pelo diretor da Defesa Civil. A estratégia organiza o fluxo de trabalho de diversos órgãos em eixos específicos de atuação.
Confira as ações de resposta por eixo e os órgãos envolvidos:
Socorro e Salvamento: inclui o resgate de vítimas isoladas ou soterradas em escombros e alagamentos. Responsáveis: Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Civil e Exército.
Evacuação: abrange a retirada de pessoas de áreas de risco e o transporte seguro da população. Atuação: Defesa Civil, Secretaria de Infraestrutura e Obras (com máquinas), Secretaria de Educação (com ônibus), Polícia Militar e agentes de trânsito.
Emergência e Saúde: envolve atendimento pré-hospitalar e regulação médica. Responsáveis: Samu, Serviço Aeromédico, Corpo de Bombeiros e Secretaria de Saúde.
Assistência Social: compreende o cadastro de vítimas, gestão de abrigos e distribuição de doações. Responsabilidade: Secretaria de Assistência Social e Habitação, Fundação Cultural e Secretaria de Educação.
Proteção Animal: abrange resgate, acolhimento e manejo de animais domésticos, silvestres e de grande porte. Responsáveis: Nubea e Diretoria de Meio Ambiente.
Reabilitação e Reconstrução: inclui avaliação de danos estruturais e restabelecimento dos serviços de energia elétrica e abastecimento de água. Atuação: Defesa Civil, Secretaria de Infraestrutura e Obras, Casan, Celesc e cooperativas de energia elétrica.
Em caso de eventos climáticos extremos ou emergências, a população deve contatar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou pelo plantão 24 horas via WhatsApp, no número (48) 99162-9006.
Fonte: Pref. de Criciúma
























