O Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR-SC), medido pelo Banco Central e considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), registrou expansão de 1,56% no primeiro semestre de 2026 em Santa Catarina. O desempenho ficou levemente acima da média brasileira, que foi de 1,52% no mesmo intervalo de tempo.
De acordo com a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), os segmentos de comércio e serviços foram os grandes responsáveis pelo resultado positivo. O consumo das famílias, aquecido pelo aumento da renda dos trabalhadores, foi o principal combustível para esse movimento.
Levantamentos do IBGE apontam que, entre janeiro e junho, o comércio ampliado apresentou alta de 4,7% no volume de vendas em comparação com o mesmo período do ano anterior. O setor de serviços também avançou, com crescimento de 1,3% no mesmo comparativo.
Já a produção industrial catarinense não acompanhou esse ritmo e sofreu uma retração de 1,7% frente aos primeiros seis meses de 2025. Apesar disso, houve uma recuperação no segundo trimestre, conforme observou a federação.
Para a Fiesc, o desempenho da prévia do PIB mostra que a economia do estado consegue manter uma trajetória de crescimento, mesmo diante de um cenário marcado por juros elevados e restrições na oferta de crédito. A renda maior das famílias ajudou a sustentar o consumo.
O presidente da Fiesc, Gilberto Seleme, afirmou que a indústria ainda sente os efeitos de um ambiente econômico desafiador. “A atividade industrial, apesar de ter mostrado recuperação no segundo trimestre, teve um ritmo de crescimento mais lento do que o esperado, reflexo dos juros altos, crédito restritivo e tarifas comerciais dos Estados Unidos, afetando exportações”, destacou.
Em junho, a renda média do trabalhador catarinense cresceu 7,16% no acumulado de quatro trimestres, superando a alta de 5,20% registrada no Brasil. Esse avanço foi puxado pelo aumento do emprego e pelo ganho real nos salários, segundo analistas.
O economista-chefe da Fiesc, Pablo Bittencourt, atribui o desempenho salarial a fatores como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e o reajuste do salário mínimo com aumento real. Essas medidas elevaram a renda disponível das famílias e estimularam o consumo.
As exportações também tiveram participação positiva, com crescimento de 4,3% no primeiro semestre, contribuindo para o resultado geral da economia estadual.
Com base nos indicadores do primeiro semestre, a Fiesc projeta que Santa Catarina encerrará 2026 com alta de 2,1% no PIB. Embora o crescimento seja menor que os observados em 2024 (4,9%) e em 2025 (4,2%), ele indica continuidade da expansão econômica no estado.
Fonte: NSC Total


























