A Rússia lançou um ataque aéreo de grande escala contra Kiev na madrugada desta terça-feira (2 de junho), segundo autoridades ucranianas. A ofensiva atingiu diferentes bairros da capital, causando incêndios e danos em edifícios residenciais. Pelo menos duas pessoas ficaram feridas e foram hospitalizadas.
O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, informou sobre o ataque por meio de atualizações nas redes sociais. De acordo com ele, um prédio de nove andares no distrito de Podil foi atingido, resultando no colapso parcial da estrutura. Equipes de resgate foram enviadas ao local, pois há suspeita de pessoas soterradas.
No distrito de Shevchenko, um míssil teria atingido um edifício residencial de 24 andares. O impacto gerou um incêndio entre o quarto e o quinto pavimentos. Bombeiros trabalham para controlar as chamas e realizar buscas.
Outras regiões da cidade também reportaram incidentes. Em Solomianskyi, os pisos superiores de um prédio de 15 andares foram danificados por destroços de um míssil. Já em Holosiivskyi, fragmentos caíram sobre um centro comercial, provocando um princípio de incêndio.
No distrito de Obolon, destroços caíram no terreno de uma creche. Klitschko afirmou que não houve incêndio ou danos significativos no local.
O bombardeio ocorre dias após Moscou anunciar que realizaria “ataques sistemáticos” contra Kiev. Em nota do Ministério das Relações Exteriores da Rússio, divulgada na semana passada, o governo afirmou que os alvos seriam instalações ligadas ao complexo militar-industrial ucraniano, especialmente estruturas associadas ao desenvolvimento e operação de drones.
Na mesma declaração, a Rússia recomendou que cidadãos estrangeiros, diplomatas e representantes de organizações internacionais deixassem a capital. Também orientou moradores a se manterem afastados de instalações militares e administrativas.
O ataque desta terça ocorre pouco mais de uma semana após uma das maiores ofensivas russas contra Kiev desde o início da guerra. Na ocasião, ao menos quatro pessoas morreram e dezenas ficaram feridas. O Kremlin justificou aquela ação como resposta a um ataque ucraniano na cidade de Starobilsk, na região de Luhansk, atualmente sob ocupação russa.
Fonte: Metrópoles






















