O balanço mais recente dos terremotos que sacudiram a Venezuela em 24 de junho elevou para 5.069 o total de mortos, conforme divulgação feita nesta sexta-feira (17/7) pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez. O acréscimo de 139 óbitos em relação ao levantamento anterior reflete a continuidade das buscas e a atualização dos registros.
Além das fatalidades, as autoridades reportaram que 16.740 pessoas sofreram ferimentos, enquanto mais de 17,9 mil cidadãos permanecem em situação de desabrigo. O governo informou ainda que 6.462 indivíduos foram resgatados com vida desde o início das operações de emergência, que mobilizaram equipes de resgate em diversas regiões afetadas.
Apesar dos esforços contínuos, as equipes de busca não localizam novos sobreviventes desde o dia 2 de julho, indicativo de que a fase de salvamento já cedeu lugar à recuperação das áreas devastadas. A transição marca um momento crítico para as ações de assistência humanitária e reconstrução.
No que diz respeito à infraestrutura, os tremores causaram danos significativos em 856 edifícios, com maior concentração no estado de La Guaira. Desse total, 190 construções desabaram por completo, enquanto as demais apresentam comprometimentos parciais, o que mantém milhares de moradores impossibilitados de retornar às suas residências.
Em relação ao número de desaparecidos, o governo interino liderado por Delcy Rodríguez ainda não divulgou dados oficiais, apesar de ter atualizado as estatísticas de mortos, feridos e desabrigados. Essa lacuna contrasta com as estimativas de organizações da sociedade civil, que apontam para mais de 29 mil pessoas cujo paradeiro segue desconhecido desde os eventos sísmicos de junho.
A situação permanece crítica, com as autoridades locais e entidades internacionais avaliando os próximos passos para atender a população afetada e iniciar a reconstrução das áreas mais atingidas. A falta de informação oficial sobre os desaparecidos, contudo, gera apreensão entre familiares e comunidades que ainda aguardam notícias de entes queridos.
Fonte: Metrópoles


























