DESTRUIÇÃOTerremoto de magnitude 7,1 no Japão deixa feridos e é sentido na Coreia do Sul

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Um forte terremoto de magnitude 7,1 sacudiu o Japão na terça-feira, 28 de julho, segundo a Agência Meteorológica Japonesa. O epicentro foi localizado próximo às cidades de Kumamoto e Uki, na ilha de Kyushu, a uma profundidade de apenas 10 quilômetros, considerada muito rasa. O tremor principal foi seguido por quatro réplicas de magnitudes entre 4,4 e 5,6.

As autoridades locais confirmaram que ao menos 50 pessoas foram feridas e encaminhadas a hospitais, conforme a emissora pública NHK. A primeira-ministra Sanae Takaichi informou que há registros de feridos em diversas regiões, mas ainda não havia um balanço oficial até o fechamento desta reportagem. Ela destacou que o governo está priorizando o salvamento de vidas.

Imagens aéreas mostram destruição significativa, incluindo o desabamento parcial do shopping Aeon Mall em Kashima, na província de Kumamoto. Testemunhas relataram uma explosão no local, e há relatos de pessoas soterradas nos escombros. As equipes de resgate trabalham para localizar vítimas.

O terremoto gerou um alerta de tsunami com previsão de ondas de até 1 metro, que foi cancelado cerca de duas horas depois. A primeira-ministra pediu que a população se afastasse das áreas costeiras como medida de precaução. O Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico dos EUA informou que não havia risco para o Havaí ou a Samoa Americana.

As cidades de Uki e Hikawa foram as mais atingidas, classificadas com intensidade máxima 7 na escala sísmica japonesa. Devido à magnitude e à baixa profundidade, a agência meteorológica alertou para a possibilidade de um novo grande terremoto nos próximos três dias.

O tremor foi tão intenso que foi sentido na Coreia do Sul, com relatos de pequenos tremores em Incheon, cidade vizinha à capital Seul, segundo a agência sul-coreana Yonhap. Não há registros de danos no país vizinho.

O Japão está situado no chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma região de alta atividade sísmica e vulcânica. O país responde por cerca de 20% dos terremotos de magnitude 6 ou superior no mundo, com tremores ocorrendo a cada cinco minutos em média.

O governo japonês montou uma força-tarefa de emergência para coordenar as ações de resgate com as administrações locais. Alertas de emergência foram emitidos para as prefeituras de Kumamoto, Nagasaki, Kagoshima, Fukuoka, Saga, Oita e Miyazaki, todas na ilha de Kyushu. Milhares de residências ficaram sem energia elétrica.

A operadora ferroviária JR Kyushu suspendeu todos os serviços, incluindo os trens-bala Shinkansen. O jornal Nikkei informou que passageiros de um trem-bala ficaram feridos durante o tremor. Nas redes sociais, circulam imagens de uma grande nuvem de poeira próxima ao Castelo de Kumamoto, um importante ponto turístico.

Segundo a agência reguladora nuclear do Japão, não foram detectadas anormalidades nas usinas nucleares da região após o terremoto. As autoridades continuam monitorando a situação.

Há dez anos, um terremoto devastador em Kumamoto matou 275 pessoas e feriu outras 2,7 mil. O tremor desta terça-feira reacendeu a memória da tragédia anterior, mas até o momento não há confirmação de mortes.

A primeira-ministra Takaichi afirmou que os danos incluem cortes de energia, incêndios em algumas áreas, estradas e pontes danificadas, além de edifícios desabados. Ela ressaltou que o governo está avaliando a extensão total dos prejuízos.

O alerta de tsunami foi emitido pela JMA imediatamente após o terremoto, mas foi suspenso após confirmação de que não havia risco elevado. A população das áreas costeiras foi orientada a permanecer em locais elevados até o cancelamento.

Especialistas alertam que a sequência de tremores pode continuar nos próximos dias, e pedem que a população mantenha-se vigilante. As equipes de resgate seguem trabalhando nos locais mais afetados, enquanto o governo disponibiliza abrigos temporários para os desabrigados.

Fonte: G1

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