O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, levantou a possibilidade de uma operação militar por terra contra o Irã, durante entrevista à Fox News na terça-feira (14). A declaração ocorre em meio ao aumento das tensões entre os dois países, mas sem que o líder americano tenha apresentado qualquer detalhamento sobre como seria essa ofensiva.
Questionado sobre a hipótese de uma guerra terrestre, Trump respondeu que não deseja realizá-la, mas reconheceu que, em certos contextos, esse tipo de ação se torna necessário. Ele ainda mencionou que outros grupos poderiam executar a campanha no lugar das forças americanas, sem identificar quais seriam esses aliados.
Especialistas em segurança apontam que possíveis alvos para uma investida por terra incluiriam a Ilha Kharg, principal terminal para exportação de petróleo iraniano, ou a costa sul do Irã, banhada pelo Golfo Pérsico. No entanto, qualquer desembarque em território iraniano — seja realizado por tropas dos EUA ou de outra nação — envolveria alto grau de complexidade e risco.
Para que um ataque anfíbio seja bem-sucedido, é necessário que haja condições específicas tanto no mar quanto na terra. Os defensores, por sua vez, podem concentrar suas defesas nos pontos mais prováveis de desembarque. As rotas de aproximação das embarcações podem ser minadas ou obstruídas com barreiras físicas.
Armamentos modernos, como drones e munições de permanência prolongada, somam-se a artilharia convencional, morteiros e armas leves de infantaria para atacar as tropas invasoras assim que chegam à costa. A logística de manter uma força desembarcada — com munição, atendimento médico, alimentos e água — também expõe os navios de apoio a essas mesmas ameaças.
O capitão do Exército dos EUA Daniel S. Hogestyn, em artigo publicado na revista Military Review, destacou que o equilíbrio de poder em guerras litorâneas se inclinou fortemente a favor do defensor. Isso torna qualquer operação anfíbia ainda mais desafiadora para os atacantes.
Imagens divulgadas pelo Departamento de Defesa americano mostram que a 11ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais (MEU), com cerca de 2 mil militares, está na região a bordo de navios do Grupo Anfíbio de Prontidão do USS Boxer. Essas unidades são treinadas para missões como evacuações e operações anfíbias, incluindo incursões e ataques, e contam com componentes terrestres e aéreos.
Além disso, a 82ª Divisão Aerotransportada do Exército dos EUA mantém uma Força de Resposta Imediata que pode ser mobilizada em poucas horas para tomar portos ou bases aéreas. A Ilha Kharg, por sua importância estratégica como polo petrolífero, permanece no centro das análises sobre possíveis alvos de uma ofensiva terrestre.
Fonte: CNN Brasil


























