A cidade de Torres deu início às atividades do Agosto Lilás com uma caminhada que mobilizou a população. O evento, realizado na manhã deste sábado, reuniu dezenas de pessoas em um ato simbólico de conscientização sobre a violência contra a mulher. A concentração ocorreu na Praça Central, de onde os participantes seguiram em passeata pelas principais ruas do centro, com faixas e cartazes exaltando a paz e o respeito.
A mobilização contou com a presença de representantes da Secretaria Municipal de Assistência Social, do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher e de grupos de apoio local. Durante o percurso, equipes distribuíram materiais informativos sobre os tipos de violência — física, psicológica, sexual, patrimonial e moral — e orientaram a população sobre como identificar sinais de abuso e como agir em casos de suspeita.
Uma das coordenações do evento destacou a importância de levar a discussão para as ruas. “Precisamos ocupar os espaços públicos para que ninguém fique em silêncio. A denúncia é o primeiro passo para quebrar o ciclo de violência”, afirmou a organizadora. Ela reforçou que a campanha deste ano tem como foco a responsabilização dos agressores e a proteção integral das vítimas.
Dados do Observatório de Violência contra a Mulher, citados durante a caminhada, mostram que o Brasil registra uma denúncia de agressão a cada dois minutos. Em Torres, os casos acompanham a tendência nacional, o que acende o alerta para a necessidade de políticas públicas permanentes. “Não podemos tratar esse tema apenas em agosto. É um trabalho de todos os dias”, pontuou uma das participantes.
A programação do Agosto Lilás na cidade terá continuidade ao longo do mês. Estão previstas rodas de conversa em escolas, capacitações para profissionais da rede de atendimento e uma palestra aberta à comunidade no Centro Cultural. As ações encerram no dia 30, com um ato de encerramento na Câmara de Vereadores, quando serão apresentados os resultados das atividades e os encaminhamentos para o próximo ano.
Para denúncias, a orientação é ligar para o Ligue 180, que funciona 24 horas, ou procurar a Delegacia da Mulher mais próxima. Em casos de emergência, a recomendação é acionar a Polícia Militar pelo 190. A campanha reforça que a denúncia pode ser feita de forma anônima, garantindo o sigilo e a segurança da pessoa que procura ajuda.
Fonte: Pref. Torres

























