PRISÕES E APREENSSÕESForça-tarefa contra facções prende dezenas e bloqueia R$ 120 milhões em 11 estados

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Uma força-tarefa formada por integrantes da Polícia Federal e de órgãos de segurança estaduais desencadeou uma série de ações contra facções criminosas em 11 estados brasileiros na última semana. As operações, coordenadas pelas Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos), ocorreram entre os dias 25 e 31 de maio.

As investigações resultaram em dezenas de prisões, apreensão de grande quantidade de drogas e bloqueio de valores milionários. O patrimônio de organizações suspeitas de tráfico e lavagem de dinheiro foi congelado em até R$ 120 milhões.

Em São Paulo, a Ficco estadual realizou a Operação Impacto, que culminou na interceptação de um caminhão que transportava mais de 1,4 tonelada de entorpecentes. O flagrante ocorreu na cidade de Santa Cruz do Rio Pardo.

Minas Gerais foi palco da Operação Fake Rice, voltada contra um grupo criminoso especializado em tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Foram expedidos 37 mandados de prisão temporária e 39 de busca e apreensão, além do sequestro de bens no valor de R$ 120 milhões.

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Em Sergipe, a Ficco desarticulou um esquema de tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro. Onze pessoas foram presas temporariamente, 14 mandados de busca foram cumpridos, e houve bloqueio de ativos financeiros e apreensão de entorpecentes.

No Piauí, a Operação Boca do Lobo teve como alvo uma organização criminosa que atuava no litoral do estado. Doze suspeitos foram presos e nove mandados de busca foram executados.

No Pará, a Ficco local cumpriu 11 mandados de prisão preventiva contra mulheres acusadas de integrar facção envolvida com tráfico de drogas, extorsões e ataques a agentes de segurança pública.

No Espírito Santo, uma das principais lideranças do tráfico na região de Vila Velha foi detida em flagrante. Com o suspeito, os agentes apreenderam drogas, uma arma de fogo, munições e materiais usados na comercialização de entorpecentes.

No Ceará, as operações integradas levaram à prisão de indivíduos investigados por participação em organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico e homicídios.

Em Mato Grosso, a força-tarefa desarticulou um grupo criminoso infiltrado em uma associação de moradores. Em outra frente, a Ficco local apurou fraudes relacionadas ao cumprimento de penas por integrantes de facções.

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Na Bahia, a unidade de Ilhéus prendeu um suspeito de envolvimento em latrocínio contra um idoso no município de Teolândia.

Em Roraima, três pessoas foram detidas sob suspeita de aplicar golpes financeiros contra idosos. As investigações apontam que os suspeitos usavam falsas promessas para obter vantagens econômicas das vítimas.

Em Alagoas, a Ficco localizou um foragido investigado por participação em organização criminosa, roubos a instituições financeiras, uso de explosivos e evasão do sistema prisional. Segundo as autoridades, ele reagiu à abordagem policial, foi baleado e morreu.

As Ficcos foram criadas para integrar informações entre a Polícia Federal, as polícias estaduais e os sistemas penitenciários. O modelo se consolidou como uma das principais ferramentas de combate ao crime organizado no Brasil, enfrentando facções que atuam simultaneamente em diversos estados e utilizam estruturas sofisticadas para movimentar drogas, armas, dinheiro e patrimônio.

Fonte: Metrópoles

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