O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou nesta terça-feira (7) que manteve conversas com os líderes da Rússia e da Ucrânia, Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky, respectivamente, e expressou otimismo quanto a uma resolução rápida para o conflito que dura mais de dois anos.
Durante um encontro com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, à margem da cúpula da Otan na Turquia, Trump classificou o diálogo com Putin como extremamente produtivo. Ele descreveu a conversa como longa e detalhou que, logo em seguida, também falou com Zelensky.
O republicano afirmou que ambos os líderes demonstram disposição para negociar e que acredita em um desfecho pacífico em um futuro próximo. As declarações ocorrem em meio a intensos bombardeios e contraofensivas entre os dois países.
Na quarta-feira (8), está prevista uma reunião entre Zelensky e Trump durante o mesmo evento da Otan. O encontro acontece após uma escalada de ataques ucranianos contra alvos energéticos russos e ofensivas aéres russas em larga escala, que já deixaram dezenas de mortos em Kiev apenas neste mês.
O líder ucraniano adiantou que pretende cobrar do presidente americano o envio urgente de sistemas de defesa antiaérea. Zelensky argumenta que o equipamento é essencial para conter os mísseis balísticos russos que atingem cidades e infraestrutura civil.
A invasão russa começou em fevereiro de 2022 e, atualmente, Moscou ocupa aproximadamente 20% do território ucraniano. Putin declarou a anexação unilateral de quatro regiões — Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia —, movimento não reconhecido internacionalmente.
As tropas russas avançam lentamente no leste ucraniano e o Kremlin não dá sinais de abrir mão de seus objetivos militares. Paralelamente, Kiev intensifica incursões dentro do território russo, mirando instalações militares e de suprimento.
Ambas as partes negam atacar civis deliberadamente, mas o conflito já causou milhares de mortes, a maioria de ucranianos. Estimativas americanas apontam que 1,2 milhão de pessoas morreram ou ficaram feridas desde o início da guerra.
Números oficiais de baixas militares não são divulgados por nenhum dos lados, mas analistas indicam que as perdas em combate são elevadas. A pressão internacional por um cessar-fogo cresce, e Trump surge como interlocutor disposto a mediar as negociações.
Fonte: CNN Brasil

























