A Nvidia, que liderou o boom da inteligência artificial, enfrenta uma forte correção no mercado. Desde o pico histórico em 14 de maio, a empresa perdeu cerca de US$ 1 trilhão em valor de mercado, o equivalente a aproximadamente R$ 5,15 trilhões. As ações acumulam queda de 16% no período, segundo dados da Bloomberg.
O movimento não reflete problemas nos fundamentos da companhia, mas sim uma mudança na estratégia dos investidores. Recursos estão sendo realocados para outras empresas do setor de semicondutores, especialmente fabricantes de memória e armazenamento, que se beneficiam da expansão da infraestrutura de inteligência artificial.
Com a desvalorização, a Nvidia passou a ser negociada a cerca de 18 vezes o lucro projetado para os próximos 12 meses. Esse múltiplo é inferior ao dos principais índices americanos: o S&P 500 opera acima de 20 vezes, enquanto o Nasdaq 100 gira em torno de 23 vezes.
Analistas apontam que o desempenho mais fraco reflete um arrefecimento do entusiasmo após anos de forte alta. Entre o fim de 2022 e o fim de 2025, as ações da Nvidia subiram mais de 1.100%, tornando a empresa uma das mais valiosas do mundo.
Neste ano, o avanço foi mais tímido: as ações sobem 5,6%, abaixo dos 9,6% do S&P 500 e dos 16% do Nasdaq 100. Em contraste, o índice de semicondutores da Bolsa da Filadélfia acumula alta de 74% em 2025, caminhando para o melhor desempenho anual desde 2003.
A Micron é uma das empresas que mais se beneficiaram dessa rotação. Suas ações dispararam 229% em 2025, após já terem subido 239% em 2024. O movimento é impulsionado pela forte demanda por memórias de alta largura de banda, essenciais para sistemas de IA.
Mesmo com a pressão recente, Wall Street ainda considera a Nvidia a principal protagonista do mercado de IA. A empresa encerrou 2025 com 97% de participação no segmento de GPUs para servidores, ampliando sua liderança em relação aos 95% registrados um ano antes.
Fonte: Metrópoles

























